terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A vitória de vitor

Hoje quero partilhar com vocês uma história real, uma história capaz de comover qualquer pessoa e que acima de tudo transmite esperança - a história do Vitor.


O Vitor é um jovem de 34 anos natural da freguesia de Raposa no conselho de Almeirim em Santarém. Durante a adolescência, aos 16 anos, começou a manisfestar comportamentos invulgares nomeadamente caracterizados por ataques de ansiedade, perda da capacidade de socializar e de estar em ambientes públicos. Foi assim que abandonou a escola começando a trabalhar com o pai numa empresa florestal familiar.
Em setembro de 2009, quando tinha 30 anos foi-lhe diagnosticado um síndrome bastante raro que provoca o aparecimento de tumores- Síndrome de Paraganglioma e Feocromocitoma Familiar. Após uma cirurgia na qual terminou com a falência de um rim, Vitor, apesar de algumas limitações, acreditava que poderia recomeçar a viver normalmente.
No entanto, em julho do ano passado, foi-lhe diagnosticado um novo tumor na região da sacro. Existia a possibilidade de uma nova cirurgia que seria realizada em Itália, contudo as suas consequências seriam bastantes procupantes uma vez que, mutilariam grande parte da vida de Vitor, pois as funções básicas fisiológicas seriam seriamente afetadas. Vitor entrou em desespero com isto, não aceitando portanto, fazer tal cirurgia. Afirmou que metade dele morreu, chegando a colocar a si próprio a seguinte questão:

"Será que consigo viver metade?"

Contudo a esperança não estava perdida. A solução assenta num tratamento com vacinas de células dendríticas, numa clínica na Alemanha. Porém, este tratamento é bastante caro sendo importante angariar com a ajuda de todos, a quantia necessária para o mesmo.


Não conheço o Vitor, muito menos os amigos ou a família. Sou apenas uma das imensas pessoas a quem a história dele chegou e comoveu (através do programa Querida Júlia, na SIC que vi no dia 15 de janeiro). E por isso, estou a partilhá-la com toda a gente a quem este artigo chegar, apelando também à vossa ajuda. É preciso uma enorme determinação e uma força interior por parte do Vitor para lidar com tudo isto que se passa na vida dele e com o apoio de todos nós, ele vai conseguir.

Acredito que o Vitor vai ficar curado, porque a esperança é sempre a última a morrer e porque a barreira do impossível somos nós próprios que a criamos, apenas temos de ter a coragem para a ultrapassar, realizando assim os nossos sonhos e sermos felizes. 
É preciso acreditar e ter fé de que vai ficar tudo bem.

Conta solidária - NIB- 0010 0000 5059 4660 0010 9
IBAN- PT50 0010 0000 5059 4660 0010 9 SWIFT/BIC (BBPIPTPL)



"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não vitória propriamente dita."(Mahatma Gandhi)


Divulguem a página no facebook: 
https://www.facebook.com/avitoria.dovitor?ref=ts&fref=ts

mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Verão de São Martinho

Regressei hoje de manhã da aldeia dos meus avós, onde fui passar o São Martinho.
Ontem, saí o mais depressa que pude da confusão da cidade, apanhei o comboio das 18h até chegar ao meu destino. Saí na última estação e percorri o caminho até casa a pé - como é costume sempre que vou lá
Atravessei a aldeia, ouvindo simplesmente o som das minhas botas nas pedras da calçada, fui ter à praça central que naquele momento se encontrava vazia, apenas iluminada com os candeeiros de rua. Coisa rara porque durante o dia aquela praça que se encontrava silenciosa ganha vida - é onde se encontra a Igreja, a mercearia da Dona Rita, o café central, a padaria da Dona Amélia e a sapataria do senhor Joaquim. É o local de encontro entre todas as pessoas - as crianças jogam ao peão junto da fonte, as senhoras partilham as cusquices - como já é hábito nas mulheres - e os senhores, leem o jornal ou jogam à sueca enquanto bebem a bica. 

 

Segui o meu caminho. Estava a arrefecer cada vez mais, sentia que as minhas mãos frias precisavam de um lume quentinho, estava anciosa por chegar a casa. 
Avistei ao longe a casa de madeira - com as janelas iluminadas e o fumo a sair pela chaminé. Empurrei o pesado portão de ferro, corri pelo jardim - sempre com cuidado para não pisar nenhuma flor - atravessei a ponde por onde passava o riacho e entrei em casa; cumprimentei toda a minha família e sentamo-nos à mesa para o jantar. O melhor ainda estava para vir! E assim foi. 
Ao fim de jantarmos, viemos todos para as traseiras da casa - local habitual para se assar as castanhas.


 As castanhas estavam prontas para ser assadas, foram apanhadas ainda dentro dos ouriços  pelo meu avô, de manhãzinha; a minha avó tratou de lhes dar o famoso corte e de lhes por o sal - da maneira que só ela sabe. O meu pai assou as castanhas de uma maneira tradicional, usando a caruma dos pinheiros. No final, descascamos as castanhas bem quentinhas, capazes de aquecer os nossos dedos gelados. Comemos, bebemos e contamos histórias, e cantamos ao som da viola. 
Só ontem compreendi o verdadeiro significado da famosa lenda de São Martinho - sem dúvida, o melhor magusto.

mariajoãoguedescastanheira

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Saudades de ti

Faz hoje três anos que te vi partir. Partiste sem te despedires, sem me fazeres um telefonema a avisar que ias embarcar numa viagem sem regresso. Nem sequer me escreveste uma carta ou deixaste um bilhete no frigorífico da cozinha... Mas, nem tu próprio podias adivinhar.



Adorava que estivesses aqui para veres tudo o que me tem acontecido nestes últimos tempos; para podermos passar tardes no terraço virado para a serra a contar histórias; para podermos ir ao parque juntos - embora eu já não possa andar nos baloiços ou nos escorregas - podiamos sempre ficar sentados naquele banco verde, debaixo da árvore, à sombra, a falar de tudo e de mais alguma coisa; podíamos também ir encher os garrafões de água vazios que estão na garagem à Serra; ou então, podiamos fazer um piquenique a qualquer lado, levavamos a merenda naquele cesto que eu tanto gosto.



Tenho muitas saudades tuas.. Saudades do teu sorriso, das tuas mãos a limparem as minhas lágrimas, das tuas histórias, das nossas gargalhadas, de te ouvir a cantar, dos teus ensinamentos. Enfim, saudades de ti. 
Sei que estás num lugar melhor agora, contudo, desejava poder voltar a ver-te para te dizer o quanto gosto de ti e a falta que me tens feito. Era tudo tão diferente se estivesses aqui...



Dizias que eu era a menina dos teus olhos. Hoje eu digo que de entre todas as estrelas, tu és a minha estrela, avô.

mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O nevoeiro no outono

Estou em Sintra, mais concretamente no Chalêt do Relógio, naquele quarto que tem uma janela com vista para a Serra de Sintra e onde bem lá no alto se consegue ver o Palácio da Pena - embora não o consiga ver agora, não só por ser de noite, mas também porque está nevoeiro.
Escolhi o primeiro dia do mês de outubro para dar um passeio na serra, agora só volto cá na primavera. Enquanto passeava e observava tudo à minha volta, cheguei à conclusão de que o mês de outubro é mágico. É quando as folhas das árvores começam a cair e ganham diferentes cores; é quando o nevoeiro é mais denso; é quando tudo se torna mais misterioso.


Está tudo diferente desde a última vez que cá vim, contudo, pernamece na mesma a magia e a mística neste local.
O que mais me encantou? Obviamente as folhas de cor laranja, amarela, vermelha caídas no chão; todas tinham o seu formato e tamanho, não havia uma mais bonita que a outra.
Trouxe duas comigo - uma vermelha e outra amarela - não sei o porquê de ter escolhido estas cores, talvez por serem as cores que mais caracterizam o outono.
Voltei para o Chalêt do Relógio, seguindo pela mesma estrada, furando o nevoeiro, ouvindo a água a correr por alguns caminhos, observando tudo o que para mim era visível. 
 Quando cheguei, pousei as folhas no parapeito da janela para que estas pudessem secar. Retirei da mochila o meu caderno de folhas brancas, para ver se era capaz de colori-lo da mesma forma que o outono consegue, mesmo com nevoeiro...


"Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor.. E é quente o suficiente para aquecer o frio!"

mariajoãoguedescastanheira

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu girassol

Na minha aldeia, existe um pequeno campo de girassóis. É um campo único e especial - não por ter sido plantado por mim, mas sim porque os girassóis nasceram e cresceram todos de forma desalinhada, quando tive o cuidado de os plantar de forma simétrica. Não me importei, afinal, a Natureza é mesmo assim... Acho que ficam muito mais bonitos, pois escolheram o próprio rumo, sem regras nem leis.


De entre todos aqueles girassóis, está o meu girassol. O meu girassol é igual aos outros girassóis, no entanto, sei distingui-lo porque é o primeiro do lado esquerdo. É uma flor bonita, o meu girassol, sempre à procura do sol - assim como todos os girassóis - e tem uma cor que transmite calor. É também uma flor sensível e delicada quando fica "sem sol," no entanto, volta a procurá-lo no dia seguinte. 
O meu girassol não morre, isto porque, quando se aproxima o seu fim, tenho o cuidado de apanhar as sementes e voltar a plantá-las no ano seguinte. Quanto às pétalas? Guardo-as em páginas de livros antigos.


Eu sou como o meu girassol - feliz, mas sensível; contudo nunca desisto de procurar o sol.

mariajoãoguedescastanheira


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Estás com saudades de quem?

Começava assim a carta do meu amigo a propósito da frase "tu me manques" que em português significa - tenho saudades tuas. Respondi-lhe que não tinha saudades de ninguém, que era uma pessoa fria, insensível e calculista.

Guardei as saudades no bolso para não deixar que estas me provoquem apertos no peito quando vou dormir. Ou então, lágrimas quando escuto uma música. Perdi as saudades na viagem, "enviei-as" para longe com o vento - como quem sopra um dente de leão - e lá foram elas, voando e ficando cada vez mais longe dos meus olhos; longe do meu coração.


Quando a cortina fecha e retiro a máscara, posso finalmente, ser eu. 
A menina capaz de sorrir com os olhos; a menina que chora por quase tudo e por quase nada; a menina que está sempre a sorrir; a menina que canta e dança sem querer saber o que os outros irão pensar; a menina que aprecia as estrelas, o sol, a lua; a menina que vive o momento intensamente; a menina que ri e não consegue parar; e menina que se preocupa mais com os outros do que com ela mesma; a menina teimosa que guarda tudo para ela; a menina que tem saudades...

Saudades? Tenho imensas, mas não tenho saudades de muita gente. Não. Tenho saudades de pouca gente. Apenas das pessoas especiais. 


Mas não será mais fácil dizer que não tenho saudades? 

mariajoãoguedescastanheira

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Gerês: Calcedónia | Travel Around #4

No passado domingo, parti com um grupo de amigos rumo ao Gerês, embarcamos numa aventura fenomenal, visitamos a Calcedónia.
O dia estava espetacular, céu azul e um sol radiante. Recomendo vivamente que visitem este sítio, mas levem roupa e calçado confortável e a máquina fotográfica sempre convosco! Aviso, desde já, que tem de se andar mesmo muito, por caminhos irregulares, passar no meio de rochas, atravessar a famosa fenda da Calcedónia, subir para cima de pedras e ter alguma força; em último caso, o trabalho de equipa ajuda sempre. Vale a pena quando depois chegam ao cimo e olham para trás e vêm o que vocês percorreram, acreditem que vos vai deixar um sorriso no rosto. 
Eu conhecia o Gerês, mas nunca tinha visitado este lugar e simplesmente, adorei! Acho incrível como podem existir coisas assim, capazes de nos deixar maravilhados... A Natureza, tem realmente uma força qualquer, capaz de nos deixar sem palavras.
Deixo-vos algumas fotografias que tirei!













mariajoãoguedescastanheira