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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nature Lover



“As long as I live, I'll hear waterfalls and birds and winds sing. I'll interpret the rocks, learn the language of flood, storm, and the avalanche. I'll acquaint myself with the glaciers and wild gardens, and get as near the heart of the world as I can."

Estas são as frases que me definem enquanto pessoa e enquanto amante da natureza. 
Eu adoro a natureza. Adoro cada detalhe, cada pormenor, cada som.
Este lugar é mágico. Nele estou em perfeita sintonia com a natureza, e digo-vos: não há sensação melhor.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Aqueles dias de chuva

Chuva, vento, frio. 
Mais chuva, mais vento e mais frio.
Sol!!!
 Vou sair, mãe.
Leva guarda chuva.
Não é preciso, está sol.
Cai uma pinga na minha testa.
Boa. Chove outra vez.
Devia de ter ouvido a minha mãe.
Está a chover outra vez.
Chuva, vento, frio.


Podia ficar por aqui, uma vez que isto é o resumo dos últimos dias.

Quer gostemos de chuva ou não, todos acabamos por fazer alguma coisa. Produtivo ou não.
Há aquelas pessoas que preferem ir aos centros comerciais, aproveitar para fazer umas compras, ir ao cinema ou até lanchar. Coisas que pessoalmente, adoro fazer! Mas, como não estamos em tempo de vacas gordas, podemos também optar por planos mais económicos!
Podem optar por um bom filme, com uma boa companhia junto à lareira. Podem ainda ler um bom livro. Ou então podem fazer algo produtivo: cozinhar, pintar, desenhar, escrever... Às vezes a chuva ajuda a nossa inspiração! A minha sugestão para dias chuvosos em que nos apetece ficar em casa, é sem dúvida cozinhar. 
Cozinhem! Sobremesas, bolos, tartes! Quem não sabe, aprende! Desculpem a minha frontalidade, mas estamos no século XXI, há revistas e livros de culinária. E nem precisamos de ir tão longe, temos a internet com inúmeras coisas acerca do assunto! Por isso, não nos vamos dar ao comodismo! 


Nunca fui do género de pessoa que fica de mau humor em dias de chuva. Aliás, eu gosto de dias de chuva. Ajudam a pensar. Mas, caros leitores, isto é um mau vício... Pensem, mas pensem apenas o suficiente.

Gosto do simples facto de andar de guarda chuva, de passar nas poças de água com as minhas galochas e há dias em que me apetece dançar, saltar e rodopiar! Se não estiver ninguém a ver, claro! Chamem-me criança. Eu chamo-me Feliz.
Gosto de ouvir a chuva a cair, de sentir o cheiro a terra molhada, de ver as gotas de água a deslizarem pelos vidros da janela.
Gosto de simplesmente contemplar um espetáculo de chuva da minha janela. [Alguns de vocês provavelmente estão a dizer: "Espetáculo? Deve estar tola..] E eu digo que tolo é todo aquele tem espetáculos gratuitos e não os quer ver. Ou melhor, observar.


mariajoão

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mágico dezembro

Já chegou o mês mais mágico do ano!

As ruas iluminadas, as praças decoradas, os cachecóis e as luvas. A casa cheia, a mesa preenchida, os doces e os salgados. O coração quente, os sorrisos largos, e os abraços apertados. A família, os risos das crianças e as histórias do Avô. 
A minha família. A tua família.

 Espera.

Esquemo-nos daquele velho de barbas que sempre quis ser pedreiro. Ou daquele que dorme numas escadas que queria ser professor. Ou daquela velhinha que sonhava ser professora. Ou então, daquele que simplesmente sempre quis ser feliz. [“Sempre Quis Ser” é o nome da exposição fotográfica que estará no Cais do Sodré até 28 de dezembro].
Esquecemo-nos de olhar. Olhar para o outro. 

Vivemos sobrecarregados. Sobrecarregados de coisas supérfluas, inúteis. Desgastantes. No fim, dizemos que estamos cansados. Cansados de olhar. De observar.

Esquecemo-nos dos sonhos que ficaram pelo caminho. Esquecemo-nos de sonhar. Mas não nos esquecemos de gastar, de comprar. Coisas, objetos, cenas. Onde está o significado? A essência? O simbolismo? Perderam-se. Vivemos num mundo onde automaticamente associamos o Natal a prendas. A triste realidade da sociedade do século XXI. Quanto mais temos, mais pobres ficamos. Pobres de alma.
Esquecemo-nos também de pensar nos sonhos que outros tiveram e que ficaram pelas ruas de Lisboa, ou do Porto. Ou então, na rua da tua casa. Ou da minha. Esses se estivessem sentados à tua mesa de Natal, eram felizes. Não precisavam de coisas, objetos, cenas. Só aquilo. A mesa, as pessoas. A família.

Natal é sinónimo de família, de união, de partilha, de abraço. Natal é dar, dar sem esperar nada em troca. Natal é olhar para as necessidades do outro. Natal é sorrir para o outro. Natal é mais ter coração cheio do que uma mesa cheia. 

As ruas e as casas ficam lindas iluminadas. A árvore de Natal irradia a sala das nossas casas. As prendas dão um ar engraçado. 
No entanto, o mundo seria um lugar ainda mais bonito se fossemos nós a dar essa luz. É essa a magia. A magia do Natal.



mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Dei-te o melhor de mim

#Como ainda não tive tempo para falar do filme 
que vi na passada quinta feira, aqui vai.


 Poderia ter perdido a estreia deste filme, mas não perdi. O que não podia ter perdido era a oportunidade de ir vê-lo ao cinema. Dos melhores filmes que vi.
Não vou dizer de que se trata o filme. Posso dizer que se trata do destino, de não acasos e de segundas oportunidades.
Acredito no destino e na sua força, logo acredito que existe um motivo para cada um de nós estar aqui. Para estarmos num certo sítio a uma determinada hora, para nos cruzarmos com as pessoas que passam pela nossa vida, e até para perdermos o autocarro ou ficarmos presos no trânsito...
Não existem acasos ou coincidências e todos temos um próposito na vida. Há sempre um motivo, uma razão que explique o porquê de alguma coisa. É aqui que entra o tempo e a sabedoria.
A vida é feita de escolhas e daquilo a que as pessoas chamam acasos - erradamente.
Recomendo este filme, sairão daquela sala de cinema a pensar no filme e nas vossas vidas. Acreditem.

Deixo aqui o link do filme:
 mjgc

domingo, 17 de agosto de 2014

A magia está nas estrelas


Serra da Estrela. Um noite de verão, (finalmente). Vou para o alpendre e sento-me na cadeira de baloiço. Apago a luz para assim me habituar à escuridão da noite. 
Vim assistir a um espetáculo, não pago bilhete nem tenho lugar marcado. E podem acreditar que para este, cinco estrelas não chegariam para qualificar e/ou quantificar o mesmo.
Vim observar as estrelas.  
É uma imensidão!

Retiro a minha máquina fotográfica da bolsa. Tento tirar uma fotografia. Tentativa falhada... O ecrã da máquina aparece escuro. Volto a tentar tirar outra, mas desta vez com flash. Mais uma tentativa falhada. Não consigo fotografar as estrelas. Ou então, elas existem simplesmente para serem observadas, não fotografadas. 
Estão lá todas as noites à espera de serem observadas por nós. Mas são raras as pessoas que as observam, simplesmente porque andam demasiado atarefadas e já nem conseguem parar. Desculpas. Para mim o tempo é apenas uma desculpa. Enquanto andarmos aqui temos todo o tempo do mundo, não podemos é perder tempo.
A verdade é que nunca sabemos quando será a última vez que vemos as estrelas.

[A culpa não é das estrelas; quanto muito é da consciência humana e daqueles que não as veem. As estrelas são felizes porque não podem ser infelizes. Elas não têm a liberdade de ser felizes, elas têm de ser felizes. A sua felicidade é inconsciente, é simplesmente natural. Os seres humanos são infelizes porque escolhem sê-lo. Parece bastante simples, não é? Mas é simples, nós que é gostamos de complicar.]

Sinto-me grata. Agradeço a Deus e ao Universo pela oportunidade que me dão cada noite de poder contemplar, simplesmente contemplar. 

Sorrio. 
Passa uma estrela cadente. 
Peço um desejo. 
Agradeço.
É magia.

De facto, "o mundo não foi feito para nós, nós é que fomos feitos para o mundo."

  
mariajoãoguedescastanheira

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Eu e os girassóis

 

Já é certo e sabido de que sou uma eterna apaixonada por girassóis; mas toda a gente sabe que não posso passar a vida a falar de girassóis, pela simples razão de que nem tudo gira à volta deles; quanto muito, giram sobre eles próprios.
Para dizer a verdade, gostava de ser um girassol; mas Deus ou o Universo "fizeram" de mim um ser humano, um ser vivo como o girassol - aliás, até acho que é uma das poucas coisas que temos em comum. Mas não me "fizeram" um girassol. Eu só queria ser um girassol. É mais fácil ser-se girassol. Eles não pensam, eu penso; eles sentem, eu não. E por mais que pense, não me ocorre nada para falar a não ser de girassóis (quem sabe se na outra vida não terei sido um girassol, se é que essa coisa das outras vidas realmente existe). 
Pode dizer-se que tenho um fascínio por girassóis, simplesmente porque é uma flor que fala por si. É tão fácil ser girassol. Só têm uma preocupação: procurar o sol e ter alguém que os regue uma vez ou outra, ou então que caia do céu uma chuva pequenina, (daquelas com cheiro a terra molhada).
Não quero que entendam, caros leitores, que estou mal com a vida que tenho, mas a verdade é que estou mal com a vida que tenho porque não sou um girassol (e isso já é motivo suficiente!). E por mais que queira ser um girassol, agora é tarde, porque na verdade, "o mundo não é uma fábrica de conceder desejos".
Só me resta uma solução: aceitar. Simplesmente aceitar, como fazem os girassóis, caso o sol decida andar escondido atrás das nuvens.

 mariajoãoguedescastanheira


quarta-feira, 26 de março de 2014

Mudança


Muda que quando a gente muda o mundo muda a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente e quando a mente muda, a gente anda para a frente. E quando a gente manda, ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais segura. 
Na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando vai ficar sem fazer nada?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um abraço


"A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos. Mas os pesquisadores descobriram algo fantástico.
Quando um abraço dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e mente. A razão é que um abraço sincero produz uma hormona chamada oxitocina, também conhecida como a hormona do amor. Esta substância tem muitos benefícios na nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, a relaxar e a acalmar os nossos medos. Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa em nossos braços."


Quem não gosta de abraços? 

Aqueles que nos enchem a alma e que nos aquecem o coração; que nos deixam com um sorriso enorme no rosto, e que nos provocam aquelas borboletas na barriga - são os melhores do mundo.

mariajoãoguedescastanheira





sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pudesse eu ter lido o futuro

"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és e só preciso de um minuto da tua atenção.

Espero que saibas a sorte que tens, o quanto eu gostaria de estar na tua pele, poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal. Espero que saibas que ela não te vai falar enquanto não lavar os dentes; não é por mal, é por medo de perder o encanto aos teus olhos, que a consideres um ser humano comum. Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol e que um café a deixa mal disposta; escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã; que o despertador toca 50 vezes antes que se levanta, e que mesmo assim, consegue chegar a horas. Quero também dizer-te que ela adora histórias do fantástico, mas não de terror; que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar o nome de todos os teus amigos à primeira - porque ela, ela é que sabe de si. 


Tu nunca serás uma sorte para ela, sorte é poderes tê-la na tua vida. Sabes, ela não é uma romântica por natureza mas uma manifestação espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar, porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido e se não estiver bom, ela vai rir-se do falhanço em vez de corar. E quando ela ri… Quando ela ri eu tenho vontade de chorar, não de tristeza mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar. Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.

Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal e que a falta dela é um vazio igual à morte. Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui. Espero que a trates bem porque se lhe partires o coração, vais perdê-la para sempre."
  

«Pudesse eu ter lido o futuro»

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ajudar para poder voar

Lembram-se da História do Vitor? Aquele artigo que escrevi sobre a grave doença do Vitor apelando a vossa ajuda.

 Gostava que todas as pessoas parassem por momentos e vejam o quão abençoadas são. Contudo, passam a vida a queixarem-se por coisas inúteis, não se apercebendo que há outras pessoas que precisam de ajuda, da ajuda de cada um de nós.
Quando é que vamos realmente valorizar aquilo que temos? 
Quando a doença ou a morte nos bater à porta? 
Pensamos que tudo acontece aos outros e esquecemo-nos de que nós somos os outros dos outros.


Sou uma pessoa que gosta imenso de ajudar, que me emociono imenso com certas causas; gostava de poder ajudar todas as pessoas do mundo, gostava de pelo menos, fazê-las sorrir. Ajudar faz bem - torna-nos mais leves, sentimo-nos em paz;porque reconhecemos que fizemos algo de bom, algo por alguém que precisa, algo que vai fazer uma pessoa sorrir.
  
Hoje, gostava muito que lessem o que a namorada do Vitor, a Tânia escreveu apelando à nossa ajuda e mostrando que o Amor é muito importante.

“Não sei bem como dar início a este texto… Talvez porque seja uma situação tão delicada para mim, para nós, talvez porque não saiba a quem me estou a dirigir, talvez por tudo, ou talvez por nada. Escrevo-o na tentativa de buscar ajuda no desconhecido, na tentativa de angariar e multiplicar esperança. Deste modo, gostaria de partilhar consigo, quiça com o mundo, a história da pessoa da minha vida.
O meu nome é Tânia e sou enfermeira. O Vitor é o meu namorado e é, sem sombra de dúvida, a melhor pessoa que conheço. É a pessoa que fala com o olhar, que se expressa com o coração e, muitas vezes, sem a necessidade de dar uso às palavras. É a pessoa que eu achava não existir. É a personalização da doçura, da bondade, da verdade, dos sonhos reais. É o rapaz cujo número de amigos é impossível de contabilizar. É a pessoa com quem tenho de parar na rua porque alguém lhe quer dar um abraço sem aparente motivo – talvez porque o seu olhar fale, por si só. Descobrimo-nos sem que ambos tivessémos consciência da importância que havíamos de conquistar na vida um do outro. Eu, que não acredito em acasos, sinto que este foi o “acaso” da minha vida e aquele que eu precisava para coseguir dar o salto até à felicidade.
O Vitor, o Amor da minha vida, tem um síndrome raro cujo nome é Síndrome de Paraganglioma e Feocromocitoma. Em suma, falo-vos de algo raro que provocas lesões não mais comuns – tumores. Os sintomas iniciaram-se ainda na sua adolescência mas nunca foram associados ao que na realidade se manifestava. Em 2009 foi diagnosticado o primeiro tumor. Este foi resolvido com uma cirurgia bastante invasiva, realizada no Hospital Curry Cabral, que deu origem à falência de um rim. O Vítor estava ainda em processo de recuperação e, também, de adaptação quando em Agosto de 2013 lhe foi diagnosticado um novo tumor (na região sacro) e quatro metástases associadas. Hoje temos em mãos algo ainda mais difícil. Este tumor localiza-se na zona de difícil acesso e tem uma resolução ainda mais complexa: a cirurgia foi planeada mas posteriormente colocada fora de hipótese devido à possibilidade de consequências graves (marcha prejudicada, incontinência de esfíncteres e impotência sexual). Além disso, esta cirurgia é realizada apenas em Itália, não havendo qualquer experiência na sua realização em Portugal.
Recentemente, tomámos conhecimento da existência de outro tipo de tratamentos na Alemanha que podem ser uma mais valia para o Vítor. Surgiu-nos, aqui, a esperança perante a vida, perante a resolução. Após questionarmos acerca da quantia necessária para a possível cura do Vítor, foi-nos dito que os valores são muito elevados, e nós não dispomos de tais quantias. Actualmente estamos a realizar iniciativas (realizou-se recentemente uma Noite de Fados na nossa aldeia – Raposa (Santarém)) e mais prevemos realizar, no entanto, é muito difícil conquistar um valor tão alto em pouco tempo.
Antecipadamente, gostaria de agradecer com todo o meu coração, aquele que nesta passagem de ano recente estava colado ao do Vítor e pediu um único desejo multiplicando-o por doze: saúde para o Vitor. É só isto que nós queremos: saúde. É só isto que nós queremos: ser normais. Porque ser normais e viver com saúde e amor é tudo o que toda a gente precisa para ser feliz."


 "Havemos nós de dar uma golpada também. Havemos de ser nós os protagonistas do nosso filme, ultrapassando esta barreira difícil que nos surgiu sem questionar autorização. Golpada à intromissão nos nossos sonhos. Golpada à diminuição do número de sorrisos ou à intensidade dos mesmos." (in, http://azul_mar.blogs.sapo.pt/o-filme-da-minha-vida-91083)


Gostava realmente que quem pudesse, contribuisse e ajudasse o Vitor. Só assim um dia ele vai ultrapassar a barreira que se colocou no seu caminho e conseguir voar.

A página do Vitor no facebook: https://www.facebook.com/avitoria.dovitor?fref=ts

mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A vitória de vitor

Hoje quero partilhar com vocês uma história real, uma história capaz de comover qualquer pessoa e que acima de tudo transmite esperança - a história do Vitor.


O Vitor é um jovem de 34 anos natural da freguesia de Raposa no conselho de Almeirim em Santarém. Durante a adolescência, aos 16 anos, começou a manisfestar comportamentos invulgares nomeadamente caracterizados por ataques de ansiedade, perda da capacidade de socializar e de estar em ambientes públicos. Foi assim que abandonou a escola começando a trabalhar com o pai numa empresa florestal familiar.
Em setembro de 2009, quando tinha 30 anos foi-lhe diagnosticado um síndrome bastante raro que provoca o aparecimento de tumores- Síndrome de Paraganglioma e Feocromocitoma Familiar. Após uma cirurgia na qual terminou com a falência de um rim, Vitor, apesar de algumas limitações, acreditava que poderia recomeçar a viver normalmente.
No entanto, em julho do ano passado, foi-lhe diagnosticado um novo tumor na região da sacro. Existia a possibilidade de uma nova cirurgia que seria realizada em Itália, contudo as suas consequências seriam bastantes procupantes uma vez que, mutilariam grande parte da vida de Vitor, pois as funções básicas fisiológicas seriam seriamente afetadas. Vitor entrou em desespero com isto, não aceitando portanto, fazer tal cirurgia. Afirmou que metade dele morreu, chegando a colocar a si próprio a seguinte questão:

"Será que consigo viver metade?"

Contudo a esperança não estava perdida. A solução assenta num tratamento com vacinas de células dendríticas, numa clínica na Alemanha. Porém, este tratamento é bastante caro sendo importante angariar com a ajuda de todos, a quantia necessária para o mesmo.


Não conheço o Vitor, muito menos os amigos ou a família. Sou apenas uma das imensas pessoas a quem a história dele chegou e comoveu (através do programa Querida Júlia, na SIC que vi no dia 15 de janeiro). E por isso, estou a partilhá-la com toda a gente a quem este artigo chegar, apelando também à vossa ajuda. É preciso uma enorme determinação e uma força interior por parte do Vitor para lidar com tudo isto que se passa na vida dele e com o apoio de todos nós, ele vai conseguir.

Acredito que o Vitor vai ficar curado, porque a esperança é sempre a última a morrer e porque a barreira do impossível somos nós próprios que a criamos, apenas temos de ter a coragem para a ultrapassar, realizando assim os nossos sonhos e sermos felizes. 
É preciso acreditar e ter fé de que vai ficar tudo bem.

Conta solidária - NIB- 0010 0000 5059 4660 0010 9
IBAN- PT50 0010 0000 5059 4660 0010 9 SWIFT/BIC (BBPIPTPL)



"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não vitória propriamente dita."(Mahatma Gandhi)


Divulguem a página no facebook: 
https://www.facebook.com/avitoria.dovitor?ref=ts&fref=ts

mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Verão de São Martinho

Regressei hoje de manhã da aldeia dos meus avós, onde fui passar o São Martinho.
Ontem, saí o mais depressa que pude da confusão da cidade, apanhei o comboio das 18h até chegar ao meu destino. Saí na última estação e percorri o caminho até casa a pé - como é costume sempre que vou lá
Atravessei a aldeia, ouvindo simplesmente o som das minhas botas nas pedras da calçada, fui ter à praça central que naquele momento se encontrava vazia, apenas iluminada com os candeeiros de rua. Coisa rara porque durante o dia aquela praça que se encontrava silenciosa ganha vida - é onde se encontra a Igreja, a mercearia da Dona Rita, o café central, a padaria da Dona Amélia e a sapataria do senhor Joaquim. É o local de encontro entre todas as pessoas - as crianças jogam ao peão junto da fonte, as senhoras partilham as cusquices - como já é hábito nas mulheres - e os senhores, leem o jornal ou jogam à sueca enquanto bebem a bica. 

 

Segui o meu caminho. Estava a arrefecer cada vez mais, sentia que as minhas mãos frias precisavam de um lume quentinho, estava anciosa por chegar a casa. 
Avistei ao longe a casa de madeira - com as janelas iluminadas e o fumo a sair pela chaminé. Empurrei o pesado portão de ferro, corri pelo jardim - sempre com cuidado para não pisar nenhuma flor - atravessei a ponde por onde passava o riacho e entrei em casa; cumprimentei toda a minha família e sentamo-nos à mesa para o jantar. O melhor ainda estava para vir! E assim foi. 
Ao fim de jantarmos, viemos todos para as traseiras da casa - local habitual para se assar as castanhas.


 As castanhas estavam prontas para ser assadas, foram apanhadas ainda dentro dos ouriços  pelo meu avô, de manhãzinha; a minha avó tratou de lhes dar o famoso corte e de lhes por o sal - da maneira que só ela sabe. O meu pai assou as castanhas de uma maneira tradicional, usando a caruma dos pinheiros. No final, descascamos as castanhas bem quentinhas, capazes de aquecer os nossos dedos gelados. Comemos, bebemos e contamos histórias, e cantamos ao som da viola. 
Só ontem compreendi o verdadeiro significado da famosa lenda de São Martinho - sem dúvida, o melhor magusto.

mariajoãoguedescastanheira

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Saudades de ti

Faz hoje três anos que te vi partir. Partiste sem te despedires, sem me fazeres um telefonema a avisar que ias embarcar numa viagem sem regresso. Nem sequer me escreveste uma carta ou deixaste um bilhete no frigorífico da cozinha... Mas, nem tu próprio podias adivinhar.



Adorava que estivesses aqui para veres tudo o que me tem acontecido nestes últimos tempos; para podermos passar tardes no terraço virado para a serra a contar histórias; para podermos ir ao parque juntos - embora eu já não possa andar nos baloiços ou nos escorregas - podiamos sempre ficar sentados naquele banco verde, debaixo da árvore, à sombra, a falar de tudo e de mais alguma coisa; podíamos também ir encher os garrafões de água vazios que estão na garagem à Serra; ou então, podiamos fazer um piquenique a qualquer lado, levavamos a merenda naquele cesto que eu tanto gosto.



Tenho muitas saudades tuas.. Saudades do teu sorriso, das tuas mãos a limparem as minhas lágrimas, das tuas histórias, das nossas gargalhadas, de te ouvir a cantar, dos teus ensinamentos. Enfim, saudades de ti. 
Sei que estás num lugar melhor agora, contudo, desejava poder voltar a ver-te para te dizer o quanto gosto de ti e a falta que me tens feito. Era tudo tão diferente se estivesses aqui...



Dizias que eu era a menina dos teus olhos. Hoje eu digo que de entre todas as estrelas, tu és a minha estrela, avô.

mariajoãoguedescastanheira

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O nevoeiro no outono

Estou em Sintra, mais concretamente no Chalêt do Relógio, naquele quarto que tem uma janela com vista para a Serra de Sintra e onde bem lá no alto se consegue ver o Palácio da Pena - embora não o consiga ver agora, não só por ser de noite, mas também porque está nevoeiro.
Escolhi o primeiro dia do mês de outubro para dar um passeio na serra, agora só volto cá na primavera. Enquanto passeava e observava tudo à minha volta, cheguei à conclusão de que o mês de outubro é mágico. É quando as folhas das árvores começam a cair e ganham diferentes cores; é quando o nevoeiro é mais denso; é quando tudo se torna mais misterioso.


Está tudo diferente desde a última vez que cá vim, contudo, pernamece na mesma a magia e a mística neste local.
O que mais me encantou? Obviamente as folhas de cor laranja, amarela, vermelha caídas no chão; todas tinham o seu formato e tamanho, não havia uma mais bonita que a outra.
Trouxe duas comigo - uma vermelha e outra amarela - não sei o porquê de ter escolhido estas cores, talvez por serem as cores que mais caracterizam o outono.
Voltei para o Chalêt do Relógio, seguindo pela mesma estrada, furando o nevoeiro, ouvindo a água a correr por alguns caminhos, observando tudo o que para mim era visível. 
 Quando cheguei, pousei as folhas no parapeito da janela para que estas pudessem secar. Retirei da mochila o meu caderno de folhas brancas, para ver se era capaz de colori-lo da mesma forma que o outono consegue, mesmo com nevoeiro...


"Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor.. E é quente o suficiente para aquecer o frio!"

mariajoãoguedescastanheira

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu girassol

Na minha aldeia, existe um pequeno campo de girassóis. É um campo único e especial - não por ter sido plantado por mim, mas sim porque os girassóis nasceram e cresceram todos de forma desalinhada, quando tive o cuidado de os plantar de forma simétrica. Não me importei, afinal, a Natureza é mesmo assim... Acho que ficam muito mais bonitos, pois escolheram o próprio rumo, sem regras nem leis.


De entre todos aqueles girassóis, está o meu girassol. O meu girassol é igual aos outros girassóis, no entanto, sei distingui-lo porque é o primeiro do lado esquerdo. É uma flor bonita, o meu girassol, sempre à procura do sol - assim como todos os girassóis - e tem uma cor que transmite calor. É também uma flor sensível e delicada quando fica "sem sol," no entanto, volta a procurá-lo no dia seguinte. 
O meu girassol não morre, isto porque, quando se aproxima o seu fim, tenho o cuidado de apanhar as sementes e voltar a plantá-las no ano seguinte. Quanto às pétalas? Guardo-as em páginas de livros antigos.


Eu sou como o meu girassol - feliz, mas sensível; contudo nunca desisto de procurar o sol.

mariajoãoguedescastanheira


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Estás com saudades de quem?

Começava assim a carta do meu amigo a propósito da frase "tu me manques" que em português significa - tenho saudades tuas. Respondi-lhe que não tinha saudades de ninguém, que era uma pessoa fria, insensível e calculista.

Guardei as saudades no bolso para não deixar que estas me provoquem apertos no peito quando vou dormir. Ou então, lágrimas quando escuto uma música. Perdi as saudades na viagem, "enviei-as" para longe com o vento - como quem sopra um dente de leão - e lá foram elas, voando e ficando cada vez mais longe dos meus olhos; longe do meu coração.


Quando a cortina fecha e retiro a máscara, posso finalmente, ser eu. 
A menina capaz de sorrir com os olhos; a menina que chora por quase tudo e por quase nada; a menina que está sempre a sorrir; a menina que canta e dança sem querer saber o que os outros irão pensar; a menina que aprecia as estrelas, o sol, a lua; a menina que vive o momento intensamente; a menina que ri e não consegue parar; e menina que se preocupa mais com os outros do que com ela mesma; a menina teimosa que guarda tudo para ela; a menina que tem saudades...

Saudades? Tenho imensas, mas não tenho saudades de muita gente. Não. Tenho saudades de pouca gente. Apenas das pessoas especiais. 


Mas não será mais fácil dizer que não tenho saudades? 

mariajoãoguedescastanheira

sábado, 22 de junho de 2013

O que é ser feliz?




"Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas frustrações. É ser alegre, mesmo quando chora. É viver intensamente, mesmo na cama de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque.
É ser sempre jovem, mesmo com os cabelos a embranquecer. É contar histórias aos filhos, mesmo que o tempo seja escasso. É amar os pais, mesmo que eles não o compreendam. É agradecer muito, mesmo quando as coisas correm mal. É transformar os erros em lições de vida.

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É tirar das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo que não existam grandes acontecimentos. É rir das suas próprias tolices.
É não desistir de quem se ama, mesmo que haja decepções. É ter amigos para partilhar as lágrimas e dividir as alegrias.
É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espectáculo da vida... Quais destas características possui você?" 


"Dez Leis Para Ser Feliz" - Augusto Cury



Se pensarmos bem, Cury tem razão no seu conceito de "ser feliz". Basta começarmos a olhar para as pequenas coisas e dar-lhes valor; não fazer dos pequenos problemas grandes tempestades; aceitar, perdoar, sorrir... E viver intensamente a vida. 
Já repararam que aquelas pessoas que estiveram mesmo quase às portas da morte, são aquelas que mais valorizam a vida?! Porque razão será? Porque elas estiveram tão perto, mas tão perto de deixar este mundo e passar para o lado de lá, viram a sua vida por um fio...

Parece fácil ser feliz... Mas será que não é mesmo? Será que cada um de nós não tem pelo menos um motivo para ser feliz? É importante não desistirmos, mas mais importante ainda é não desistirmos da nossa própria felicidade. 
Vamos começar por sorrir e observar as pequenas coisas da vida...

mariajoãoguedescastanheira



"Nunca desista de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível." Augusto Cury

sábado, 15 de junho de 2013

Quando?!


Quando é que vais começar a lutar por aquilo que realmente queres?
Quando é que vais pedir desculpa a quem deves?
Quando é que começas a colocar o teu orgulho para trás das costas?
Quando é que vais agradecer por cada suspiro que deres?
Quando é que vais começar a valorizar quem tens do teu lado?
Quando é que vais (re)começar a sorrir?
Quando é que vais dar uma oportunidade a quem realmente merece?
Quando é que vais olhar para aquela pessoa e chegar à conclusão de que ela vale a pena?
Quando é que vais começar a olhar primeiro para os teus erros e depois para os erros dos outros?
Quando é que vais começar a acreditar em ti?
Quando é que vais começar a corrigir os teus defeitos?
Quando é que vais começar a reciclar as mágoas e os ressentimentos?
Quando é que vais ser sincero com o teu coração e com as pessoas que gostam de ti?
Quando é que vais ouvir a voz do teu coração?
Quando é que vais começar a cumprir o que prometes?
Quando é que vais começar a dar valor à tua vida?

Nós não sabemos quanto tempo temos ainda para alcançarmos algo, para dizermos ou fazermos alguma coisa. E no entanto, passamos a nossa vida a adiar os compromissos, as datas, os encontros, as conversas, as reuniões, os jantares... E fica tanto por dizer, tanto por fazer...
A verdadeira razão pela qual passamos a nossa vida a "deixar para amanhã o que poderíamos fazer hoje" é que, na verdade não nos sentimos preparados e não queremos sofrer. E no entanto, sem nos apercebermos, podemos estar a perder a nossa felicidade. É importante termos pressa para sermos felizes, pois não sabemos quanto tempo nos resta. Por isso, para quê esperar mais? Para quê adiar mais? 
Se estivermos à espera de nos sentirmos preparados e confiantes, então vamos esperar toda a nossa vida. Vale a pena arriscar por quem merece, por quem nos fez sorrir; vale a pena acreditarmos em nós; vale a pena ouvirmos a voz do coração; vale a pena fazermos o "processo de reciclagem"; vale a pena valorizarmos o outro.... "Tudo vale a pena se a alma não é pequena."



Não sabes quanto tempo te resta, por isso:
Ama, hoje e agora; sorri, hoje e agora; perdoa e agora, hoje; agradece, hoje e agora; sê feliz, hoje e agora; valoriza a vida e quem te ama, hoje e agora; acredita em ti, hoje e agora; recicla as mágoas e os ressentimentos, hoje e agora; dá oportunidades, hoje e agora. Não esperes mais, porque aquela famosa frase "um dia pode ser tarde demais" é bem verdade; um dia, pelas mais variadas razões, podes não ter tempo... 
Não adies, não esperes. Hoje é o momento, hoje é presente.



"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer." (António Feio)

mariajoãoguedescastanheira